PERFIL DE USO DE AGENTES IMUNOBIOLÓGICOS NO TRATAMENTO DA ARTRITE REUMATOIDE EM AMBULATÓRIO PÚBLICO MUNICIPAL EM TOLEDO/PR, BRASIL

Autores

  • Dilson Fronza
  • Karen Mariano de Alencar
  • Larissa Elisa Marin
  • Ricelli Laís Simongini
  • Leonardo Michaelis Schmidt

Resumo

Os principais pilares no tratamento da artrite reumatoide são representados pelas drogas modificadoras do curso da doença (DMCD) sintéticas e biológicas, que são capazes de reduzir a atividade inflamatória da doença, limitar a progressão do dano e melhorar o estado funcional do paciente. Objetivo: avaliar o perfil dos pacientes em uso de agentes biológicos no tratamento da artrite reumatoide em serviço público ambulatorial da cidade de Toledo, PR, verificando o controle da atividade da doença nesses pacientes. Metodologia: foi realizada pesquisa documental a partir de prontuários, com dados demográficos, clínicos e laboratoriais coletados durante o período de 2011 a 2016. Resultados: dos 234 pacientes com diagnóstico de artrite reumatoide, 37,6% dos pacientes apresentaram fator reumatoide positivo. Desse total, uma amostra de 12 pacientes estava em uso de DMCD biológicas (5,1%), dos quais 83,3% eram do sexo feminino e 75% apresentaram fator reumatoide positivo. Apenas dois pacientes tiveram screening positivo para tuberculose latente, e fizeram uso de isoniazida por 6 meses. A média de tempo para início da terapia biológica foi de 14,75 anos. As drogas mais utilizadas foram os anti-TNF (83,3%) e a droga sintética mais associada foi o metotrexato (58,3%), seguido pela leflunomida (25%). Conclusão: Observou-se um pequeno grupo de pacientes em uso de drogas biológicas, que pode ser em razão de nossa amostra pertencer a um serviço secundário de atenção à saúde e encontrar-se dentro uma população de doentes com um prognóstico não tão ruim. Entretanto, na amostra estudada, verificou-se um perfil de doença articular grave e longo tempo para prescrição de agentes biológicos, sendo a principal justificativa para início da terapia a atividade da doença não controlada com drogas sintéticas. Na última consulta houve melhora das proteínas de fase aguda, porém a remissão da doença não foi atingida.

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Publicado

2019-01-23

Edição

Seção

Saúde e Biológicas