O IMPACTO DO PRÉ-NATAL NA PREVENÇÃO DO PARTO PREMATURO

Autores

  • Marcelo Pontual Cardoso
  • Bruna Martini Borbolato

Resumo

A prematuridade é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A patogenia do parto prematuro espontâneo é complexa e o sucesso do seu manejo depende da identificação cuidadosa dos riscos maternos e fetais para dar continuidade ou não à gestação. O objetivo deste trabalho foi avaliar alguns fatores possivelmente associados ao parto pré-termo: realização do número mínimo de consultas de pré-natal, vacinação contra o tétano e hepatite B, ocorrência de infecção do trato geniturinário ou alguma comorbidade durante a gestação, etilismo, tabagismo, realização de atividades físicas vigorosas, realização de exames trimestrais da rotina pré-natal e história prévia de prematuridade. Esses fatores foram analisados a partir de informações coletadas dos prontuários de 140 gestantes em uma UBS no município de Cascavel – PR no ano de 2012. Através da análise dos resultados foi demonstrado que algumas variáveis são determinantes para a prevenção do parto prematuro como a realização do pré-natal mínimo e exames trimestrais, outras variáveis não se mostraram relevantes, como é o caso da vacinação. Concluiu-se que a realização do pré-natal mínimo, conforme preconizado pelo MS-Brasil é medida impactante na prevenção do parto pré-termo espontâneo, contribuindo decisivamente para a melhoria dos resultados perinatais.

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Publicado

2016-12-07

Edição

Seção

Saúde e Biológicas