FATORES AMBIENTAIS E DE MANEJO QUE POTENCIALIZAM O DESENVOLVIMENTO DE AEROSSACULITE E AUMENTO DA MORTALIDADE TOTAL EM FRANGOS DE CORTE

Autores

  • Luiz Paulo Oliveira
  • Dérick de Almeida Marchi
  • Rafael Silva Tarifa Navarro
  • Lucas de Almeida Reati
  • Giovana Vitória Borges
  • José Luiz Oliveira
  • Luciana Kazue Otutumi

Palavras-chave:

Ambiência, Avicultura, Dark House, Desempenho inicial

Resumo

A avicultura brasileira evoluiu de uma atividade de subsistência para um dos principais pilares do agronegócio nacional, impulsionada por avanços em genética, nutrição, manejo e modernização dos aviários. No entanto, ainda há perdas significativas, como condenações de carcaças por aerossaculite e mortalidade em campo. A aerossaculite, inflamação dos sacos aéreos pode ser causada por vírus, bactérias ou fungos e gera prejuízos consideráveis principalmente quando associadas à falhas de manejo. O objetivo desse trabalho foi avaliar o impacto de variáveis de manejo sobre a mortalidade total e condenações por aerossaculite em 1.191 lotes na região noroeste do Paraná. Analisaram-se: densidade de alojamento, perfil tecnológico dos aviários, fator de ganho de peso (FGP) inicial e idade das matrizes. Verificou-se que lotes com densidade acima de 14,01 aves/m² apresentaram mais aerossaculite, enquanto a faixa de 12,01 a 13 aves/m² teve maior mortalidade. Aves com FGP acima de 4,21 tiveram menores índices de perdas. Aviários de tecnificação 5 (modal) tiveram mais condenações por aerossaculite; já os de tecnificação 4 (dark), maior mortalidade. A idade das matrizes não influenciou as variáveis em estudo. A análise de correspondência múltipla revelou dois padrões: um relacionado a maior condenação, e outro a melhores resultados de desempenho. Conclui-se que o desempenho depende de vários fatores, e que a evolução da avicultura brasileira exige maior conhecimento dos profissionais e manejadores para reduzir os desafios ambientais e de manejo da criação intensiva.

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Publicado

2026-02-03