ACELERAÇÃO DO TESTE DE FRIO: UMA ABORDAGEM PARA A OTIMIZAÇÃO DA AVALIAÇÃO DO VIGOR DE SEMENTES DE MILHO
Palavras-chave:
Zea mays, Qualidade Fisiológica, Germinação, plântulas normais fortes, agilidadeResumo
O milho (Zea mays) é uma cultura globalmente essencial, e a qualidade fisiológica das sementes é fundamental para garantir um estande ideal e alta produtividade. Para acelerar a tomada de decisão na indústria de sementes, este trabalho buscou otimizar a metodologia do teste de frio sem solo em sementes de milho, visando reduzir o tempo necessário para obter resultados. O experimento foi conduzido em 2010, na extinta Coodetec em Cascavel/PR, utilizando os híbridos CD 308, CD 321 e CD 356. O delineamento foi em DBC. Foram avaliados três tratamentos de tempo e temperatura para o teste de frio, com oito repetições: 3 dias a 6 ºC; 5 dias a 8 ºC; e, 7 dias a 10 ºC (considerado o tratamento padrão). As variáveis analisadas incluíram germinação, vigor (Teste de Frio Modificado) e porcentagem de plântulas normais fortes. Os resultados da análise de vigor (plântulas normais) não mostraram diferença estatística significativa entre os três tratamentos (CV de 4,09%). Este achado sugere que os períodos de resfriamento mais curtos (3 ou 5 dias) em temperaturas mais baixas (6°C ou 8°C) são igualmente eficientes para avaliar o vigor das sementes quando comparados ao tratamento padrão de 7 dias a 10°C. A conclusão é que o teste de frio sem solo para sementes de milho pode ser otimizado utilizando-se tempos de resfriamento menores e temperaturas mais baixas (3 dias a 6°C ou 5 dias a 8°C). Essa nova metodologia se mostrou eficiente e confiável para a avaliação do vigor, proporcionando um ganho de agilidade na análise de sementes.