INCIDÊNCIA E DESFECHO DOS CASOS DE INCOMPETÊNCIA ISTMOCERVICAL EM UM HOSPITAL ESCOLA DO OESTE DO PARANÁ ENTRE OS ANOS DE 2018 E 2024

Autores

  • Patrícia Giroldo Vieira FAG
  • Rubens Griep
  • Taciana Rymsza

Palavras-chave:

Incompetência Istmocervical., Perdas fetais., Cerclagem, Gestação de alto risco.

Resumo

A Incompetência Istmocervical (IIC) é caracterizada pela fragilidade do sistema oclusivo uterino de manter a gestação a termo. Esse quadro é responsável por desencadear partos prematuros ou perdas fetais recorrentes na ausência de contrações dolorosas por volta do segundo trimestre. Sabe-se que o diagnóstico precoce é extremamente difícil. Para tanto, tratamento clínico e cirúrgico são determinados de acordo com a condição clínica do paciente. A cerclagem de emergência, é a intervenção cirúrgica mais comum e muitas vezes se faz necessária. O presente trabalho trata-se de um estudo epidemiológico descritivo, com a finalidade de analisar a incidência de IIC, o perfil das gestantes acometidas e os desfechos gestacionais, com base na análise de 11 prontuários de pacientes atendidas entre 2018 e 2024 em um hospital escola do Oeste do Paraná. Os resultados demonstraram que a maioria das gestantes tinha entre 25 e 34 anos, e 72,7% foram submetidas à cerclagem cervical. Dentre essas, as pacientes que realizaram o procedimento antes da 16ª semana apresentaram melhores desfechos, com partos a termo. Além disso, o uso de progesterona e pessário mostrou-se uma estratégia complementar eficaz em alguns casos. Dos partos com dados disponíveis, 80% ocorreram com idade gestacional ≥ 34 semanas, indicando viabilidade neonatal satisfatória. Conclui-se que o diagnóstico precoce e o manejo individualizado com cerclagem e adjuvantes contribuem significativamente para a manutenção da gestação e a redução de desfechos adversos. O estudo reforça a importância do rastreio ultrassonográfico precoce e da padronização das condutas em gestações de alto risco.

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Publicado

2026-07-23