CORRELAÇÃO ENTRE FAIXA ETÁRIA PEDIÁTRICA E O DIAGNÓSTICO LABORATORIAL NA EVOLUÇÃO DOS QUADROS GRAVES DE DENGUE DA 10ª REGIONAL DE SAÚDE NOS ANOS DE 2020 A 2023
Palavras-chave:
Aedes aegypti., Controle vetorial. , Epidemiologia., Hospitalização. , Zoonose infantil.Resumo
A dengue, é uma doença viral com alta morbidade, a qual apresenta um espectro que vai de sintomas leves a formas graves, especialmente em crianças abaixo de 15 anos, grupo vulnerável à progressão para choque e complicações. O estudo investigou a relevância do diagnóstico laboratorial na detecção precoce de casos graves de dengue em crianças na 10ª Regional de Saúde do Paraná, entre 2020 e 2023, destacando a importância desse diagnóstico para o manejo clínico adequado e a redução de hospitalizações. Utilizando uma abordagem quantitativa, a partir de dados do DATASUS, analisou-se a relação entre diagnósticos clínico-epidemiológicos e laboratoriais com hospitalizações pediátricas, aplicando testes estatísticos como ANOVA e Tukey. Os resultados revelaram que diagnósticos clínico epidemiológicos por faixa etária, não obtiveram diferença significativa entre os anos analisados. No entanto, para o diagnóstico laboratorial, o teste indicou diferenças significativas entre 2020 e 2021, o qual sugere-se estar atribuído às medidas de controle implementadas durante a pandemia de COVID-19, e ainda um aumento acentuado em 2022, o qual sugere um retorno à normalidade das atividades, além de possíveis surtos de dengue. Além disso, observou-se um padrão sazonal de casos de dengue, no primeiro semestre do ano, principalmente após as chuvas. Portanto o diagnóstico laboratorial precoce é crucial para a gestão eficiente da dengue em crianças, permitindo intervenções rápidas que previnem complicações graves e otimizam os recursos hospitalares, sendo necessário um enfoque integrado que inclua políticas de saúde pública, conscientização e controle contínuo do vetor para minimizar os impactos dessa doença.